Enquanto o Ministério da Cultura toma decisões sobre as Leis de Incentivo
e tenta, a muito custo, fazer com que patrocinadores paguem pela propaganda inserida no material de divulgação dos projetos (a maior parte, ou em alguns casos o valor total, dos recursos das empresas destinados ao patrocínio recebem isenção em impostos), as logos e cia das empresas roubam cada vez mais a cena do próprio produto cultural: programa de tv, espetáculo teatral, cinema, vídeo…. Enfim, um exemplo prático: Dia 22/11 foi a premiação dos vencedores do Curta Criativo, promovido pela Firjan com apoio de outros “patrocinadores”, no Cine Odeon Petrobrás, no Centro do Rio. A iniciativa é louvável, já que precisamos fazer as coisas acontecerem, e as pessoas trabalharem, no Brasil. Mas o evento não passou de uma grande propaganda para os “patrocinadores”, que foram citados todo o tempo, ao longo do evento inteiro. Os curtas? 5 segundos, talvez seja muito, foi o tempo de apresentação do que realmente era foco da premiação. Aliás, na tela, muito pouco se viu de produção audiovisual. De qualquer forma os curtas passariam em um telão voltado para a Cinelândia, no youtube, nos blogs… Pensando bem, não precisava mesmo mostrar a produção audiovisual no evento.
Link dos vencedores (ficção, documentário, animação):
Escrito por Rosane Tesch
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